• Sobre

      • PT

          Coreia é um projecto editorial de carácter artístico, crítico e discursivo, a propósito das artes em geral, firmado numa relação umbilical com a dança. Independente, experimental e internacionalista, o jornal, de tiragem semestral e distribuição gratuita, está focado no discurso produzido pelas obras e pelos artistas, e preocupado em divulgar formatos vários como partituras, manifestos, entrevistas, crónicas, ensaios, críticas e reflexões em língua portuguesa.

          Coreia é impresso e distribuído em papel em todo o território nacional. A cada nova edição, é disponibilizada online a edição anterior.

      • EN

          Coreia is a new editorial project of artistic, critical and discursive nature about arts in general, with special affiliation to the medium of dance. Published twice a year in Portuguese language and distributed for free, Coreia is an independent, experimental and internationalist forum focused on the discourse produced by works and artists through various formats such as scores, manifests, short stories, interviews, chronicles, essays, critiques and opinions.

      • Estatuto Editorial

          COREIA é um projeto independente feito de afinidades várias, autores, géneros, gerações e cosmovisões, tendencialmente inclusivas e democráticas, em sintonia com uma perspetiva plural e multivocal, de abrangência local, mas global.

          COREIA é um jornal semestral de carácter crítico e experimental que produz conteúdos a partir e a propósito das artes em geral, com especial incidência numa reflexão sobre as performativas e, particularmente, as coreográficas, numa relação umbilical com a dança.

          COREIA tenta participar na construção de um espaço comum no meio das artes em geral e da dança em particular, e contribuir para uma permanente reactualização dos discursos que possam estimular esse espaço.

          COREIA está focado em divulgar formatos vários como partituras, manifestos, entrevistas, crónicas, ensaios, críticas e reflexões, assim como na tradução e publicação de textos seminais de artistas de dança nunca publicados em língua portuguesa.

          COREIA é uma contribuição para uma partilha crítica dos modos de ver e fazer dança em Portugal, que se querem expandidos.

      • Lançamento

          #1

          21 set 18:00 Vila do Conde
          Teatro Municipal de Vila do Conde/Circular Festival de Artes Performativas

          26 set Lisboa
          Estúdios Victor Córdon

          4 out Cartaxo
          Ponto de encontro do Festival Materiais Diversos

           

          #0

          21 Fev 17:00 Porto
          Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto

          22 Fev 17:00 Coimbra
          Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (Auditório do Círculo Sereia)

          23 Fev 16:00 Vila do Conde
          Vila do Conde – Biblioteca Municipal José Régio

          23 Fev 18:30 Braga
          Livraria Centésima Página

          24 Fev 18:00 Lisboa
          Rua das Gaivotas 6

      • Ficha Técnica

          #1
          DIRECÇÃO EDITORIAL João dos Santos Martins DESIGN GRÁFICO Isabel Lucena CONTRIBUIÇÃOAna Jotta, Carlos Manuel Oliveira, Carlos Azeredo Mesquita, Christophe Wavelet, Dasha Birukova, Duarte Nuno Amado, Joana Sá, Luísa Saraiva, Poorna Swami, Rita Natálio, Valeska Gert, Sergei Eisenstein, Sílvia Pinto Coelho, Sorour DarabiTRADUÇÃOAna Matoso, Joana Frazão, José Maria Vieira Mendes, Larysa Shotropa, Patrícia da Silva REVISÃO Pedro Cerejo TRANSCRIÇÃODuarte Bénard da Costa, Cyriaque VillemauxEDIÇÃO, PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO Circular Associação Cultural WEBSITE Sara Orsi APOIOS Associação Parasita, Opart/Companhia Nacional de Bailado/Estúdios Victor Córdon, Festival Materiais Diversos

          #0
          DIRECÇÃO EDITORIAL João dos Santos Martins DESIGN GRÁFICO Isabel Lucena CONTRIBUIÇÃO Ana Rita Teodoro, Christophe Wavelet, Cyriaque Vilemaux, Carlos M. Oliveira, Duarte Amado, Eros404, Felipe Ribeiro, Marcelo Evelin, Moriah Evans, Takashi Morishita, Tatsumi Hijikata, Rita Natálio TRADUÇÃO José Maria Vieira Mendes, Daniel Lühmann, Marta Morais, Patrícia Silva REVISÃO Daniel Lühmann, Pedro Cerejo TRANSCRIÇÃO Carlos M. Oliveira EDIÇÃO, PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO Circular Associação Cultural CO-PRODUÇÃO Associação Parasita WEBSITE Sara Orsi APOIOS Biblioteca Municipal José Régio – Vila do Conde, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Livraria Centésima Página, Rua das Gaivotas 6 AGRADECIMENTOS Ana Bigotte Vieira, André e. Teodósio, Christine Greiner, Cyriaque Villemaux, David Cabecinha, Hugo Dunkel, José Carlos Duarte, Kazuki Fujita, Patrick De Vos, Pierre-Louis Denis (William Klein Studios), Sabine Macher, Takashi Morishita (Centro de Arte da Universidade de Keio, Japão), Tomo Kosuga (Masayuki Fukase Archives)

           

          A Circular Associação Cultural conta com o Alto Patrocínio da Câmara Municipal de Vila do Conde e é uma estrutura financiada pela República Portuguesa/Cultura, Direcção-Geral das Artes.

  • Edições

      • 0

          Circular Associação Cultural Editorial

          A Circular promove desde 2005 o Circular Festival, em Vila do Conde, centrando a sua actividade na divulgação das artes performativas, na relação do contexto local com as práticas artísticas e na reflexão sobre a criação contemporânea.

          Com o alargamento da actividade da Circular inicia-se um programa educativo e o projecto Artista Residente, integrando este último, desde 2015, João dos Santos Martins. Este projecto activa uma relação de proximidade entre a Circular e os seus artistas associados, que se traduz na produção e difusão dos seus trabalhos e no desenvolvimento de projectos de intervenção local.

          Neste âmbito, desafiámos dos Santos Martins a desenvolver um projecto que ampliasse o alcance da colaboração, ao que o artista propôs a criação de um projecto editorial da sua autoria, que se materializou no jornal Coreia.

          Coreia pretende contribuir para a diversidade de discussão em torno das artes, num periódico com distribuição livre em todo o território nacional.

           

          Paulo Vasques e Dina Magalhães

          João dos Santos Martins Editorial

          Moriah Evans Configurar Expulsões Sencientes

          Ana Rita Teodoro Orifice Paradis

          Tatsumi Hijikata, 土方 巽 Para a Prisão

          Takashi Morishita Ponto de Partida

          CHRISTOPHE WAVELET & MARCELO EVELIN Tem que Haver Mais Desbunde

          Felipe Ribeiro A Trama, o Campo e os Buracos

          Duarte Amado O Rei vai nude

          PT

          Em 1976, chocada com uma cena de bullying, a escritora de livros para crianças Luísa Ducla Soares escreve um conto-manifesto que viria a ser adotado pela UNICEF, pelo Programa Nacional de Leitura, pelo rendering do teatro escolar e por docentes (des)inspirados para a festa de Natal:

           

          “Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia: É bom ser Branco! Porque branco é o açúcar, tão doce, porque é branco o leite, tão saboroso, porque branca é a neve, tão linda!
          Mas certo dia, o menino partiu numa viagem de comboio e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos. Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que como todos os meninos amarelos dizia: É bom ser amarelo! Porque amarelo é o sol, é amarelo o girassol, é amarela a areia da praia.
          O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Faz-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumamba que, como os outros meninos pretos, dizia: É bom ser preto! Preto como a noite, preto como as azeitonas, preto como as estradas que nos levam a toda a parte!
          O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu para brincar aos índios uma menina de raça vermelha chamada Pena-de-Águia, que dizia: É bom ser vermelho! Da cor das fogueiras, da cor das cerejas e da cor do sangue, bem encarnado!
          O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí andou de camelo com um menino chamado Ali Babá, que dizia: É bom ser castanho! Como a terra do chão, como o tronco das árvores, como o chocolate!”

          Arrebatado pelo peddy-papper ét(n)ico, “Quando o menino branco voltou à sua terra de meninos brancos, enquanto os outros meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas de meninos de todas as cores!”. Afinal, mesmo não se sendo branco, também não fazia mal desempenhar outros tons.

          (Provavelmente por estar a caçar em vez de ir à escola) A minha primeira colisão prosaica com o significante racial: ignorar o problema de ser-se castanho, até ser mascavado a graxa preta por excesso de casting de matéria castanha na turma.

          A epopeia policromática vem-me à memória enquanto assisto a um espetáculo no qual, em blackface, a artista aventava contra o ethos da máscara.
          Na performance que lhe antecedeu, em autoficção, outra artista ensaiara um número de stand-up comedy intercaladamente “acriolado”, garantindo que não se perdiam as subtilezas de um texto sofisticada e humoristicamente ininteligível.
          Para colocar a negritude na orla do visível, uma encena o negro com o negro; outra o negro sem negro.

          Paradoxo das boas intenções, ao ladrão que rouba por ter fome, raramente são reconhecidos os méritos de acabar com a Fome.

          Já sem a verve pueril de aprovação do final do 1.º Período, parte do público não adere às sucessivas propostas de ilustrando, neg(r)ar, só brincando de negrir – e já que normalmente são só os meninos brancos a viajar, meto-me num carro para casa.

          Descontada a minha literalidade iconoclasta, nos anxs 20xx ensaie-se mentalmente a reação à peça que principiasse com o hino: “É bom ser Branco!”

          Refugiado da liberdade de expressão, o negregado artista avista a chegada dos colonos das microagressões, onde antes era suposto inquietar-quieta a moral burguesa.
          Sugere-se mártir da beatitude presencialista que higieniza a experiência e arbitra a possibilidade de confronto, petrificando e subtraindo à experimentação quaisquer valores e princípios, anacrónicos ou presentes – sancionando-se uma organização estruturalmente benigna dos modos de reflexão.
          Que possibilidades resistem na/à diferença? O ético só é operativo na recusa, o sujeito ético na reprodução consensualizada da violência? E o humor que teima em brilhar mais na alegoria distópica do real?
          No zeitgeist da rede, onde a falta de opinião é uma emergência a acudir («opino ergo sum»), o Autor vê-se na contingência de ter de acolher com o mesmo relativismo as reações ao seu featuring étnico. A indignação procede da dúvida, não há falsos positivos. Sempre o que parece é.

          A indagação não surpreende. O relativismo mina a aparente disjunção ética/blackface, convertendo identidade em performance, agressão em desempenho, agenciado pelo kitsch ético enfeitado com atributos artísticos que emulam e especulam com o acesso ao tutti frutti multicultural.

          A proliferação destes dialetos da ternura tem pelo menos o (duvidoso) mérito de revelar a ausência de representações e protagonistas que se inscrevam noutros que não os polos da comicidade ou da nevrose identitária reativa.

          Na privatização global do étnico, a identidade sem território migra do eixo claro/escuro para o binómio visível/invisível. Na hipertrofia espetacular, o autor enriquece curricularmente na festa da insignificância do exotizado, hermético e em tom pré-irónico (como este texto).
          Livre pela erudição no seu macramé poético, o artista acede indistintamente a identidade e operação formal de charme; visibilidade e mediatismo; opção e ignorância; voluntarismo e “it”-performer; significante, significado e signo.

          Na alteridade sério/risível, o que finge confronta-se com o tão completamente. O bluff do devir torna-se proporcional à falsificação das intenções, sobreexigindo-lhe esteticamente ao ponto de ser forçado a apropriar-se da insustentável leveza da violência, que condena.

          O Outro atinge em palco a sua menoridade-útil, contribuindo para a reconversão salvífica do agente ético, ao desempenhar o papel de Menino das Moscas que precisa categoricamente de ser alvo da campanha irónica, elevado pela vitimização liberal das condições exercidas como vocação pessoal (para alegria das fotos das férias do Miguel com os pretinhos).

          Num curioso antípoda cromático, o ethic-chic da moda voga em torno da caneta-cor-de-pele da indústria – o nude –, cujo problema se resumirá em dizer ao que veste.
          A Prada retira de circulação parte de uma linha (brinquedos, porta-chaves e outros acessórios), acusada de mercantilizar iconografia racista. “#Prada Group abhors racist imagery. The ‘Pradamalia’ are fantasy charms (…) They are imaginary creatures not intended to have any reference to the real world (…).” Precisamente. Contra todas as expectativas, o Diabo veste Prada.

          Mediador das identidades convertidas em capital, o estético é agora o árbitro do conflito, negociando valor de uso e aceitação, no circuito consumível das etnicidades eletivas e utilitárias da economia do entretenimento (“Posso mexer no teu cabelo? O que é que fazes ao cabelo para ficar assim?”).
          É bom ser branco como a Beyoncé, porque branca é a Oprah. Para o Miguel, que reconhece as coisas boas da vida, é bom ser da cor da mercearia lá de casa.

          Inscrito no sistema do capital cultural, o devir minoria parece estar ao alcance do devir estilístico das dinâmicas criativas, que na continuidade das opções lúdicas encena em palco, como nas prateleiras, o simulacro do conflito entre “cabelos normais” e “cabelos secos, danificados, estragados ou muito secos”. A violência repousa, finalmente, na negociação entre (est)ética e o único enfado moderno – a infelicidade.

          EN

          Em 1976, chocada com uma cena de bullying, a escritora de livros para crianças Luísa Ducla Soares escreve um conto-manifesto que viria a ser adotado pela UNICEF, pelo Programa Nacional de Leitura, pelo rendering do teatro escolar e por docentes (des)inspirados para a festa de Natal:

          “Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia: É bom ser Branco! Porque branco é o açúcar, tão doce, porque é branco o leite, tão saboroso, porque branca é a neve, tão linda!
          Mas certo dia, o menino partiu numa viagem de comboio e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos. Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que como todos os meninos amarelos dizia: É bom ser amarelo! Porque amarelo é o sol, é amarelo o girassol, é amarela a areia da praia.
          O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Faz-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumamba que, como os outros meninos pretos, dizia: É bom ser preto! Preto como a noite, preto como as azeitonas, preto como as estradas que nos levam a toda a parte!
          O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu para brincar aos índios uma menina de raça vermelha chamada Pena-de-Águia, que dizia: É bom ser vermelho! Da cor das fogueiras, da cor das cerejas e da cor do sangue, bem encarnado!
          O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí andou de camelo com um menino chamado Ali Babá, que dizia: É bom ser castanho! Como a terra do chão, como o tronco das árvores, como o chocolate!”

          Arrebatado pelo peddy-papper ét(n)ico, “Quando o menino branco voltou à sua terra de meninos brancos, enquanto os outros meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas de meninos de todas as cores!”. Afinal, mesmo não se sendo branco, também não fazia mal desempenhar outros tons.

          (Provavelmente por estar a caçar em vez de ir à escola) A minha primeira colisão prosaica com o significante racial: ignorar o problema de ser-se castanho, até ser mascavado a graxa preta por excesso de casting de matéria castanha na turma.

          A epopeia policromática vem-me à memória enquanto assisto a um espetáculo no qual, em blackface, a artista aventava contra o ethos da máscara.
          Na performance que lhe antecedeu, em autoficção, outra artista ensaiara um número de stand-up comedy intercaladamente “acriolado”, garantindo que não se perdiam as subtilezas de um texto sofisticada e humoristicamente ininteligível.
          Para colocar a negritude na orla do visível, uma encena o negro com o negro; outra o negro sem negro.

          Paradoxo das boas intenções, ao ladrão que rouba por ter fome, raramente são reconhecidos os méritos de acabar com a Fome.

          Já sem a verve pueril de aprovação do final do 1.º Período, parte do público não adere às sucessivas propostas de ilustrando, neg(r)ar, só brincando de negrir – e já que normalmente são só os meninos brancos a viajar, meto-me num carro para casa.

          Descontada a minha literalidade iconoclasta, nos anxs 20xx ensaie-se mentalmente a reação à peça que principiasse com o hino: “É bom ser Branco!”

          Refugiado da liberdade de expressão, o negregado artista avista a chegada dos colonos das microagressões, onde antes era suposto inquietar-quieta a moral burguesa.
          Sugere-se mártir da beatitude presencialista que higieniza a experiência e arbitra a possibilidade de confronto, petrificando e subtraindo à experimentação quaisquer valores e princípios, anacrónicos ou presentes – sancionando-se uma organização estruturalmente benigna dos modos de reflexão.
          Que possibilidades resistem na/à diferença? O ético só é operativo na recusa, o sujeito ético na reprodução consensualizada da violência? E o humor que teima em brilhar mais na alegoria distópica do real?
          No zeitgeist da rede, onde a falta de opinião é uma emergência a acudir («opino ergo sum»), o Autor vê-se na contingência de ter de acolher com o mesmo relativismo as reações ao seu featuring étnico. A indignação procede da dúvida, não há falsos positivos. Sempre o que parece é.

          A indagação não surpreende. O relativismo mina a aparente disjunção ética/blackface, convertendo identidade em performance, agressão em desempenho, agenciado pelo kitsch ético enfeitado com atributos artísticos que emulam e especulam com o acesso ao tutti frutti multicultural.

          A proliferação destes dialetos da ternura tem pelo menos o (duvidoso) mérito de revelar a ausência de representações e protagonistas que se inscrevam noutros que não os polos da comicidade ou da nevrose identitária reativa.

          Na privatização global do étnico, a identidade sem território migra do eixo claro/escuro para o binómio visível/invisível. Na hipertrofia espetacular, o autor enriquece curricularmente na festa da insignificância do exotizado, hermético e em tom pré-irónico (como este texto).
          Livre pela erudição no seu macramé poético, o artista acede indistintamente a identidade e operação formal de charme; visibilidade e mediatismo; opção e ignorância; voluntarismo e “it”-performer; significante, significado e signo.

          Na alteridade sério/risível, o que finge confronta-se com o tão completamente. O bluff do devir torna-se proporcional à falsificação das intenções, sobreexigindo-lhe esteticamente ao ponto de ser forçado a apropriar-se da insustentável leveza da violência, que condena.

          O Outro atinge em palco a sua menoridade-útil, contribuindo para a reconversão salvífica do agente ético, ao desempenhar o papel de Menino das Moscas que precisa categoricamente de ser alvo da campanha irónica, elevado pela vitimização liberal das condições exercidas como vocação pessoal (para alegria das fotos das férias do Miguel com os pretinhos).

          Num curioso antípoda cromático, o ethic-chic da moda voga em torno da caneta-cor-de-pele da indústria – o nude –, cujo problema se resumirá em dizer ao que veste.
          A Prada retira de circulação parte de uma linha (brinquedos, porta-chaves e outros acessórios), acusada de mercantilizar iconografia racista. “#Prada Group abhors racist imagery. The ‘Pradamalia’ are fantasy charms (…) They are imaginary creatures not intended to have any reference to the real world (…).” Precisamente. Contra todas as expectativas, o Diabo veste Prada.

          Mediador das identidades convertidas em capital, o estético é agora o árbitro do conflito, negociando valor de uso e aceitação, no circuito consumível das etnicidades eletivas e utilitárias da economia do entretenimento (“Posso mexer no teu cabelo? O que é que fazes ao cabelo para ficar assim?”).
          É bom ser branco como a Beyoncé, porque branca é a Oprah. Para o Miguel, que reconhece as coisas boas da vida, é bom ser da cor da mercearia lá de casa.

          Inscrito no sistema do capital cultural, o devir minoria parece estar ao alcance do devir estilístico das dinâmicas criativas, que na continuidade das opções lúdicas encena em palco, como nas prateleiras, o simulacro do conflito entre “cabelos normais” e “cabelos secos, danificados, estragados ou muito secos”. A violência repousa, finalmente, na negociação entre (est)ética e o único enfado moderno – a infelicidade.

          Carlos M. Oliveira Passa(O)Tempo

          Eros 404 Parvadas Escusadas

          Rita Natálio Futurologia

      • 1

          João dos Santos Martins Editorial

          Sorour Darabi ســـرور دارابی O Meu Coração é uma Montanha de Mágoa

          Sergei Eisenstein Сергей Эйзенштейн Sobre a Envergadura Mundial de Valeska Gert

          Valeska Gert (sem título), entre outros

          Ana Jotta Christophe Wavelet Pousei o Pé, Molhei a Meia

          Carlos M. Oliveira Sílvia Pinto Coelho Retornos de Sísifo

          Joana Sá A Escuta como Corpo: Virtuosismo

          Dasha Birukova Даша Бирюкова O Jogo das Contas de Vidro ou Como Mostrar Dança

          Carlos Azeredo Mesquita Luísa Saraiva Aconselhamento para Danças Futuras

          Duarte Amado Destiny’s Child

          Rita Natálio Rosário: Contagens do Assombro

          Poorna Swami Reflexões sobre Políticas da Amizade numa Pista de Dança Global

  • Contribuidores

      • Ana Jotta

          (Lisboa, 1946) é artista plástica, sem que por isso se tenha dedicado ao teatro nos anos 70. Utiliza livremente o desenho, a pintura, a assemblage, a escultura, o bordado, a palavra escrita ou objetos do quotidiano. É uma gata sem dono.

      • Ana Matoso

          (Lisboa, 1974) é professora na Universidade Católica Portuguesa e investigadora do Centro de Estudos de Comunicação e Cultura. Doutorada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com uma tese sobre Tolstoi e Wittgenstein, trabalhou vários anos em edição de livros e traduziu Robert Louis Stevenson, Eudora Welty, Rachel Cusk, David Leavitt e George Steiner.

      • Ana Rita Teodoro

          (Barreiro, 1982) é coreógrafa e bailarina. Mestra em Dança, Criação e Performance pelo CNDC de Angers/Paris 8 (França), desenvolveu como pesquisa a criação de uma Anatomia Delirante. Estudou práticas de anatomia experiencial no c.e.m. (Lisboa) e butô com diferentes artistas na Alemanha, França e Japão. É, desde 2017, artista associada do Centre National de la Danse (Pantin, França).

      • Carlos Azeredo Mesquita

          (Porto, 1988) estudou design de comunicação e fotografia. Recebeu o Prémio BES Revelação em 2010 e trabalha atualmente entre as artes visuais e performativas. O seu primeiro espetáculo, Diet Plan for the Western Man, estreou na Bienal de Berlim, em 2018.

      • Carlos M. Oliveira

          (Santarém, 1980). Depois de um período de investigação académica dedicado à crítica da relação entre a coreografia e a dança, bem como aos modos de existência do conhecimento que lhes estão associados, dedica-se agora a produzir, criar e apresentar o seu trabalho artístico, sem abandonar os mesmos problemas.

      • Christophe Wavelet

          (Paris, 1970) co-fundou e dirigiu o colectivo Albrecht Knust Quartet (1993-2001), co-editou o jornal Vacarme(1996-2000) e a revista Mouvement (1999-2002), e dirigiu artisticamente o LiFE — Lieu international des Formes Émergentes (2005-10). É curador, crítico de arte e professor em escolas de artes visuais e dança.

      • Cyriaque Villemaux

          (Offenburg, Alemanha, 1990) estudou alternadamente ballet e dança contemporânea. Em 2008, recebeu uma bolsa para estudar com Alicia Alonso no Ballet Nacional de Cuba. Nesse mesmo ano ingressou na escola p.a.r.t.s, que concluiu em 2012 com distinção. Colabora, desde então, com artistas como Jean Calotte, Marie Piètre Gala e a Cie les Claude’s. Estuda, atualmente, na Universidade de Bruxelas, onde prepara a tese “Biografia e entrevista: uma prática performativa do outro”.

      • Daniel Lühmann

          (Poços de Caldas, Brasil, 1987)dança, escreve e traduz, não necessariamente por essa ordem. Integra atualmente o mestrado Exerce no Centro Coreográfico Nacional de Montpellier, França.

      • Dasha Birukova Даша Бирюкова

          (Moscovo, 1985) é curadora e escritora. Estudou história da arte e do cinema em Moscovo e especializou-se em filme e vídeo experimental e media art. Vive em Lisboa.

      • Duarte Amado

          (Lisboa, 1987). Viveu no Algarve, vive em Lisboa. Formado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa, jurista, mestrando em Gestão Cultural pelo ISCTE. Público em formação. Escreve como quem vê.

      • Duarte Bénard da Costa

          (Lisboa, 1998) estudou em Lisboa e Cambridge, com foco em literatura inglesa, estética e grego antigo. Escreveu sobre história da dança e publica crónicas de arte, literatura e dança contemporânea. Os seus interesses incluem romances de cordel, assinaturas e mal-entendidos em poesia.

      • Eros 404

          (Uncanny Valley, 2018) é um ser interseccional. Sem identidade, género, classe, raça, corpo, suporte, crença ou aptidão, possui unicamente um cursor em ouro.

      • Felipe Ribeiro

          (Rio de Janeiro, 1977) é artista da imagem, curador independente e professor do departamento de Arte Corporal da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.

      • Isabel Lucena

          (Lisboa, 1982) é designer gráfica independente e professora na ETIC em Lisboa. Estudou Design Gráfico no Instituto de Artes Visuais e na Universidade de Viena e é mestre em Comunicação e Design pelo Instituto Sandberg da Academia Rietveld, em Amsterdão. É membro co-fundador do Observatório das Transformações da Cidade de Lisboa.

      • Joana Frazão

          (Lisboa, 1980) estudou ciências da comunicação e cinema e literatura. Foi uma das responsáveis pelas edições dos Artistas Unidos. Trabalha regularmente como tradutora de inglês, francês e castelhano desde 2001, tendo traduzido autores como Pau Miró, Enda Walsh e David Lescot.

      • Joana Sá

          (Lisboa, 1979) é pianista, compositora e investigadora. O seu trabalho caracteriza-se pela transversalidade, multidimensionalidade e por uma abordagem musical que parte dos mecanismos de disrupção dos corpos musicais para criar novas relações e configurações de corpos de música.

      • João dos Santos Martins

          (Santarém, 1989) estudou Dança e Coreografia. O seu trabalho distribui-se em múltiplas colaborações, tanto com vista à produção coreográfica quanto à dança. A sua obra Projecto Continuado (2015) recebeu o prémio SPA em 2016. Em 2017 organizou o ciclo Nova—Velha Dança onde, juntamente com a Ana Bigotte Vieira, iniciou o projeto Para Uma Timeline a Haver.

      • José Maria Vieira Mendes

          (Lisboa, 1976) escreve e traduz para teatro. É, desde 2008, membro da companhia Teatro Praga. Algumas das suas peças foram já traduzidas para várias línguas. Publicou recentemente Uma Coisa e Uma Coisa Não é Outra Coisa pela Livros Cotovia.

      • Larysa Shotropa

          (URSS, 1967) licenciou-se em língua e literatura russa. É doutorada em linguística pela NOVA FCSH. É investigadora e professora de língua e literatura russa na Universidade Nova de Lisboa, autora de artigos dedicados à gramática contrastiva, de material didático sobre a língua russa, tendo já traduzido obras de Ivan Bunin, Mikhail Bulgakov e Nikolai Gogol.

      • Luísa Saraiva

          (Porto, 1987) estudou dança na Folkwang em Essen e psicologia na Universidade do Porto. Como bailarina dançou com Alexandra Pirici, Ben J. Riepe, Catarina Miranda, Jonathan Saldanha e Susanne Linke. Vive entre Portugal e Alemanha, onde desenvolve o seu trabalho, entre coreografia e curadoria.

      • Marcelo Evelin

          (Teresina, Brasil, 1962) é coreógrafo, pesquisador e intérprete, fundador da plataforma Demolition Incorporada (1995), em atividade transatlântica entre Brasil e Europa, onde também reside desde os anos 80. Vem actuando como pedagogo, gestor e curador, tendo implantado em Teresina o Núcleo do Dirceu (2006-2013) e o CAMPO, um espaço para se pensar, fazer e difundir arte e disciplinas afins.

      • Marta Morais

          (1974) estudou Antropologia em Portugal, e língua e literatura japonesas no Japão, onde vive desde o ano 2000. A sua actual actividade de tradução literária de japonês-português decorre em paralelo com o apoio que dá na manutenção de um templo budista. Traduz a poesia wakado monge Ryôkan e os contos dôwade Miyazawa Kenji.

      • Moriah Evans

          (Ohio, EUA, 1980) é uma artista que trabalha sobre e na forma de dança. É licenciada em História da Arte e Literatura Inglesa e mestre em História da Arte, Teoria e Crítica pela Universidade da Califórnia. Desde 2013, desenvolve o projecto The Bureau for the Future of Choreography. É directora editorial do Movement Research Performance Journal. Vive em Brooklyn, Nova Iorque.

      • Patrícia da Silva

          (Lisboa, 1980), licenciada em Teatro pela ESTC, começou por trabalhar com Mónica Calle e foi membro do Teatro Praga de 2002 a 2011. Colaborou em trabalhos dos artistas plásticos Vasco Araújo e Javier Nuñez Gasco, e participa com regularidade em espectáculos das companhias Cão Solteiro e Teatro Praga. Faz esporadicamente traduções para instituições culturais e artistas.

      • Pedro Cerejo

          (Bruxelas, 1974) é licenciado em Antropologia pelo ISCTE mas deixou-se dessas coisas e passou a tradutor. Foi jornalista e subiu a revisor de texto, acumulando assim técnicas sempre ligadas à palavra escrita.

      • Poorna Swami

          (Mumbai, 1993) é coreógrafa, bailarina e escritora residente em Bangalore, na Índia.

      • Rita Natálio

          (Lisboa, 1983) estudou Artes do Espetáculo Coreográfico, é mestre em Psicologia e doutoranda em Estudos Artísticos e Antropologia com bolsa da FCT. Dedica-se à escrita, dramaturgia e performance, cruzando a criação de textos e espetáculos com estudos académicos. Publicou dois livros de poesia pela (não)edições: Artesanato (2016) e Plantas Humanas (2017).

      • Sergei Eisenstein Сергей Эйзенштейн

          (Riga, 1898-Moscovo, 1948) foi um realizador de cinema e teórico, ativo no movimento de vanguarda ligado à revolução russa de 1917 e na consolidação do cinema como arte. Foi pioneiro na técnica de montagem e colagem, autor de inúmeros filmes, entre os quais o mítico A Greve, de 1925.

      • Sílvia Pinto Coelho

          (Coimbra, 1975) é coreógrafa, investigadora do ICNOVA e professora auxiliar convidada na FCSH. Doutorada e mestre em ciências da comunicação, licenciada em antropologia e bacharel em dança, frequentou o c.e.m., o Forum Dança e a Tanzfabrik. Desde 1996 participa em processos de pesquisa, pedagogia e em filmes com colaboradores de várias áreas.

      • Sorour Darabi ســـرور دارابی

          (Shirazشیراز, Irão ايران 1990) é um.a artista autodidata a viver em Paris depois de ter estudado no CCN, em Montpelier. No Irão, onde a dança é considerada um tabu, fez parte do coletivo underground ICCD. O seu trabalho aborda geralmente questões de língua, identidade de género e sexualidade.

      • Takashi Morishita

          (1950) é professor e diretor do Arquivo de Tatsumi Hijikata do Centro de Artes da Universidade de Keio, em Tóquio, no Japão. É autor do livro Tatsumi Hijikata, Butohfu no sutoh-kigou no souzou, kouhou no hakken(Tatsumi Hijikata, O butô enquanto partitura de dança — A criação de símbolos, A descoberta de um método).

      • Tatsumi Hijikata, 土方 巽

          (Akita 秋田県,1928 – 1986, Tóquio東京) foi um bailarino e coreógrafo japonês, fundador, nos anos 50, do movimento que ficaria internacionalmente conhecido por butô (舞踏). A sua primeira peça, Kinjiki (禁色) estreou em 1959.

      • Valeska Gert

          (Berlim, 1892-Kampen, 1978) foi uma artista de cabaret, bailarina e atriz, pioneira da performance e do movimento punk, reconhecida como o lado mais radical do Expressionismo alemão e, como a própria definiu, do grotesco. Judia que era, viveu exilada do nazismo nos Estados Unidos da América entre 1938 e 1947. Morreu ao lado do seu gato a quem deixou tudo, incluindo os seus direitos de autor, que revertem para uma associação de proteção de animais.

  • Distribuidores

      • Açores

          • Flores

              • Casa Pimentel de Mesquita — Biblioteca Municipal Santa Cruz das Flores

                • Rua da Conceição nº 1, 9970-337 Santa Cruz das Flores

          • Horta

              • Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graca

                • Rua Valter Bensaúde nº 14, 9900-142 Horta, Açores

          • Pico

              • Biblioteca Municipal de São Roque do Pico

                • Rua Capitão Mor 9940-357 São Roque do Pico, Açores

          • Santa Maria

              • Biblioteca Municipal de Vila do Porto

                • Rua da Boa Nova 19-29   9580-516 Vila do Porto, Santa Maria, Açores

              • Espaço em Cena

                • Lugar Mãe de Deus nº 12  9580-480 Vila do Porto, Açores

          • São Miguel

              • Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada

                • Largo Colégio s/n 9500-054 Ponta Delgada

              • Estúdio 13 – Espaço de Indústrias Criativas

                • Rua das Laranjeiras, nº31 – Armazém 13, 9500 Ponta Delgada

              • Galeria Fonseca Macedo

                • Rua Guilherme Poças Falcão, 21.  9500-057 Ponta Delgada

              • Teatro Micaelense

                • Rua de São João s/n 9500-106 Ponta Delgada

          • Terceira

              • Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva

                • Rua do Morrão, 42, 9700-054 Angra do Heroísmo

              • Olaria de São Bento

                • Salto 91 São Bento, 9700-173 Angra do Heroísmo

              • Teatro Angrense

                • Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Praça Velha s/n 9700-857 Angra do Heroísmo

              • Universidade dos Açores Campus Angra do Heroísmo

                • Rua Capitão João d’Ávlia, 9700-042 Angra do Heroísmo

      • Aveiro

          • Aveiro

              • Biblioteca Municipal

                • Largo do Dr. Jaime Magalhães Lima, 3800-202 Aveiro

              • Universidade de Aveiro – Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia

                • Campus Universitário de Santiago, 3810-193 Aveiro

          • Ílhavo

              • Centro Cultural Ílhavo

                • Av. 25 de Abril, 3830-044 Ílhavo

          • Ovar

              • Centro de Arte de Ovar

                • Rua Arquitecto Januário Godinho  3880-213 Ovar

          • Santa Maria da Feira

              • BCN

                • R. São Paulo da Cruz, 12 Santa Maria da Feira
                  4520-278 Aveiro

      • Beja

          • Beja

              • Biblioteca Municipal José Saramago

                • Rua Luís de Camões, 7800-508 Beja

              • Teatro Municipal Pax Julia

                • Largo de São João, 7800-477 Beja

          • Serpa

              • Musibéria

                • Rua Dr. Afonso Henriques do Prado Castro e Lemos, 7830-393 Serpa

      • Braga

          • Braga

              • Arte Total

                • Mercado Cultural Carandá Rua Dr. Costa Junior, 4715-127 Braga

              • Biblioteca Municipal de Braga

                • Rua de São Paulo nº 1, 4700-042 Braga

              • Livraria Centésima Página

                • A. Central 118-120, 4710-229 Braga

              • Theatro Circo

                • Av. da Liberdade 697, 4710-251 Braga

              • Universidade do Minho Associação Académica

                • Rua D. Pedro V nº88, 1º, 4710-374 Braga

          • Fafe

          • Guimarães

              • Centro Cultural Vila Flor

                • Av. D Afonso Henriques nº 701, 4810-431 Guimarães

            • CIAJG

              • Universidade do Minho — Instituto de Letras e Ciências Humanas

                • Campus Gualtar 4710-057 Braga

      • Bragança

          • Bragança

              • Biblioteca Municipal/Centro Cultural Municipal Adriano Moreira

                • Praça Camões 5300-104 Bragança

              • Teatro Municipal de Bragança

                • Praça Professor Cavaleiro Ferreira 5300-252 Bragança

      • Castelo Branco

          • Castelo Branco

              • Biblioteca Municipal

                • Praça 25 Abril (Ex-Quartel da Devesa), 6000-150 Castelo Branco

              • Cine-Teatro Avenida

                • Av. Gen. Humberto Delgado, 6000-081 Castelo Branco

          • Covilhã

      • Coimbra

          • Coimbra

              • Biblioteca Municipal de Coimbra

                • Rua Pedro Monteiro 3000-329 Coimbra

              • Casa das Artes Bissaya Barreto

                • Av. Sá da Bandeira 83 , 3000-351 Coimbra

              • Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

                • Rua Pedro Monteiro, Casa Municipal da Cultura, piso-1, Coimbra

              • TAGV

                • Praça da República, 3000-343 Coimbra

      • Évora

          • Évora

              • Associação Pó de Vir a Ser — Departamento de Escultura em Pedra

                • Rua de Machede nº58, 7000-864 Évora

              • Teatro Garcia de Resende

                • R. do Teatro 10, 7000-528 Évora

          • Montemor-o-Novo

              • Cooperativa Integral Minga

                • Largo Machado dos Santos 10, 7050-135 Montemor-o-Novo

              • O Espaço do Tempo

                • Antigo Hospital da Misericórdia, Rua Luís de Camões. 7050-000 Montemor-o-Novo

      • Faro

          • Albufeira

              • Biblioteca Municipal Lídia Jorge

                • R. Sophia de Mello Breyner 46, 8200-084 Albufeira

              • Galeria de Arte Pintor Samora Barros

                • Tv. Cândido dos Reis 2, 8200-064 Albufeira

          • Faro

              • Biblioteca Municipal de Faro

                • Rua Pintor Carlos Porfirio 35   8000-241 Faro

              • Devir Capa

                • Rua Frei Lourenço de Santa Maria nº 4  8000-352 Faro

              • Teatro Lethes

                • Rua de Portugal, 58, 8000-281 Faro

              • Teatro Municipal de Faro

                • Horta das Figuras, EN 125. 8000-518 Faro

          • Lagos

              • Biblioteca Municipal de Lagos

                • Rua Júlio Dantas nº 4, 8600-585 Lagos

          • Portimão

              • Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes

                • R. da Quinta do Bispo., 8500-729 Portimão

      • Guarda

          • Feital

          • Guarda

              • Biblioteca Municipal da Guarda

                • Rua Soeiro Viegas 10, 6300-758 Guarda

      • Leiria

          • Caldas da Rainha

              • Centro Cultural e de Congressos

                • R Dr Leonel Souto Mayor 2500-227 Caldas da Rainha

          • Leiria

              • Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira

                • Largo Cândido dos Reis nº 6 2400-112 Leiria

              • Teatro José Lúcio da Silva

                • Teatro José Lúcio da Silva

      • Lisboa

          • Almada

              • Biblioteca Municipal/Forum Municipal Romeu Correia

                • Praça da Liberdade  2800-648 Almada

              • Teatro Municipal Joaquim Benite

                • Av. Professor Egas Moniz, 2804-503 Almada

          • Amadora

              • Quorum Ballet/Academy

                • Rua António Duarte Caneças 14A, 2700-069 Amadora

          • Barreiro

              • Teatro Projéctor

                • Rua Florbela Espanca nº40, 2830-235 Barreiro

          • Lisboa

              • 3+1 Arte Contemporanea

                • Largo Hintze Ribeiro 2E f, 1250-122 Lisboa

              • Alkantara

                • Calçada Marquês de Abrantes 99, 1200-718 Lisboa

              • Biblioteca Camões

                • Largo Calhariz 17, 1º, 1200-086 Lisboa

              • Biblioteca Camões

                • Largo Calhariz 17, 1º  1200-086 Lisboa

              • Biblioteca Nacional de Portugal

                • Campo Grande, 83, 1749-081 Lisboa

              • CCB

                • Recepção, sala leitura, bilheteiras: Praça do Império 1449-003 Lisboa

              • Cinema Ideal

                • Rua do Loreto 15, 1200-086 Lisboa

              • Companhia Olga Roriz

                • Palácio Pancas Palha, Travessa Recolhimento Lázaro Leitaõ nº 1 , 1º  1149-044 Lisboa

              • Culturgest

                • Rua Arco do Cego 50, 1000-300 Lisboa

              • Escola de Dança do Conservatório Nacional

                • Rua João Pereira da Rosa 22 1200-236 Lisboa

              • Escola Superior de Dança

                • Campus do ISEL – Rua Conselheiro Emídio Navarro nº1, 1959-007 Lisboa

              • Espaço da Penha

                • TRAVESSA Calado, 26B, 1170-070 Lisboa

              • ESTAL

                • Rua Rodrigues de faria 7, 1300-501 Lisboa

              • Estúdios Victor Córdon

                • Rua Victor Córdon, 20, 1200-484 Lisboa

              • Faculdade Belas Artes

                • Largo da Academia Nacional de Belas Artes 1249-058 Lisboa

              • Faculdade Ciências Sociais e Humanas/Universidade Nova de Lisboa – Instituto de História Contemporânea

                • Av. de Berna 26C, 1050-099 Lisboa

              • Ferin

                • Rua Nova do Almada 72, 1249-098 Lisboa

              • FLUL – Centro de estudos de teatro

                • Alameda da Universidade, 1600-214 Lisboa

              • Fundação Calouste Gulbenkian

                • Av. de Berna 45A   1067-001 Lisboa

              • Galeria Francisco Fino

                • R. Cap. Leitão 76, 1950-052 Lisboa

              • Galeria Miguel Nabinho

                • R. Ten. Ferreira Durão 18-B, 1350-315 Lisboa

              • Galeria Zaratan

                • Rua de São Bento 432 1250-221 Lisboa

              • Galerias Municipais

                • Palácios dos Coruchéus nº 52, R. Alberto de Oliveira, 1700-019 Lisboa

              • Kunstalle Lissabon

                • Rua José Sobral Cid 9E, 1900-289 Lisboa

              • Letra Livre

                • Calçada do Combro, 139   1200-452 Lisboa

              • Linha de Sombra/ Cinemateca Portuguesa

                • Rua Barata Salgueiro 39   1269-059 Lisboa

              • Livraria Tigre de Papel

                • Rua de Arroios 25,  1150-053 Lisboa

              • Museu Chiado

                • Rua Serpa Pinto nº4 1200-444 Lisboa

              • Museu Nacional Teatro e Dança

                • Estrada Lumiar 10   1600-495 Lisboa

              • Pólo Cultural das Gaivotas

                • Rua das Gaivotas 8   1200-202 Lisboa

              • RE.AL

                • Rua Poço dos Negros, 55, 1200-336, Lisboa

              • Rua das Gaivotas 6

                • Rua das Gaivotas 6, 1200-202 Lisboa

              • Sistema solar

                • R. Passos Manuel, 67 B.  1150-258 Lisboa

              • Snob – livraria

                • Cossoul –  Rua Nova da Piedade 66  1200-299 Lisboa

              • STET Livros & Fotografias

                • Rua Acácio de Paiva, 17B.  1700-006 Lisboa

              • Teatro Camões

                • Passeio do Neptuno, Parque das Nações. 1990-193 Lisboa

              • TNDMII

                • Largo de São Domingos-Rossio, 1150-320 Lisboa

              • Under the cover

                • Rua Marquês Sá da Bandeira, 88B. 1050-150 Lisboa

              • Universidade Nova — Faculdade Ciências Sociais e Humanas

                • Associação de Estudantes, Av. Berna 26C  1069-061 Lisboa

              • ZDB

                • Rua da Barroca 59, 1200-049 Lisboa

          • Parede

          • Torres Vedras

              • Estufa

                • Largo Dr. Justino Freire 7   2560-636 Torres Vedras

              • Teatro-Cine de Torres Vedras

                • Av. Tenente Valadim 19,  2560-273 Torres Vedras

      • Madeira

          • Funchal

              • Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira

                • Caminho dos Álamos nº35, Santo António 9020-064 Funchal

              • Biblioteca Municipal do Funchal

                • Av Calouste Gulbenkian 9. 9000-011 Funchal Madeira

              • Conservatório Nacional Dança

                • Avenida Luís de Camões nº 1  9004-517 Funchal

              • Mudas

                • Estrada Simão Gonçalves da Câmara, n.º 37, 9370-139 Calheta

              • Porta 33

                • Rua do Quebra Costas 33, 9000-034 Funchal

      • Portalegre

          • Elvas

              • Museu de Arte Contemporânea de Elvas

                • Rua da Cadeia 7350-146 Elvas

          • Portalegre

              • Biblioteca Municipal

                • Rua de Elvas 54, 7300-126 Portalegre

              • Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre

                • Praça da República, 39  7300-109 Portalegre

      • Porto

          • Matosinhos

              • Manifesto livraria

                • Rua França Junior nº 1, 4450-135 Matosinhos

          • Porto

              • Balleteatro

                • COLISEU PORTO, RUA PASSOS MANUEL, Nº137, 4000-385 PORTO

              • Biblioteca Almeida Garrett/Galeria Municipal

                • Jardins do Palácio de Cristal, R. de Dom Manuel II, 4050-239 Porto

              • Biblioteca Pública Municipal do Porto

                • R. de Dom João IV 17, 4049-017 Porto

              • Duas de Letra

                • Passeio de São Lázaro 48, 4000-466 Porto

              • Escola Superior Artística do Porto

                • Largo São Domingos 80, 4050-545 Porto

              • ESMAE

                • Rua da Alegria 503, 4000-045 Porto

              • FAUP

                • Via Panorâmica Edgar Cardoso 215, 4150-564 Porto

              • FBAUP

                • Av. de Rodrigues de Freitas 265, 4000-421 Porto

              • FLUP

                • Via Panorâmica Edgar Cardoso, 4150-564 Porto

              • Inc-Livros Edições de Autor

                • Rua de Santo Ildefonso, 25, Porto

              • Livraria Utopia

                • Rua da Regeneração nº 22, 4000 – 410 PORTO

              • Matéria Prima

                • Rua Miguel Bombarda nº 127, 4050-381 Porto

              • Maus Hábitos

                • R. de Passos Manuel 178, 4º Piso, 4000-382 Porto

              • Museu de Arte Contemporânea de Serralves

                • R. Dom João de Castro 210, 4150-417 Porto

              • Palácio do Bolhão

                • Rua Formosa, 342/346, 4000-249 Porto

              • Rivoli Teatro Municipal

                • R. do Bonjardim 143, 4000-440 Porto

              • Teatro do Campo Alegre

                • Rua das Estrelas, 4150-762 Porto

              • Teatro Nacional São João

                • Praça da Batalha, 4000-102 Porto

          • Póvoa do Varzim

              • Biblioteca Diana Bar

                • Av.ª dos Banhos
                  4490-428 Póvoa de Varzim

              • Biblioteca Municipal Rocha Peixoto

                • Rua Manuel Lopes
                  4490-664 Póvoa de Varzim

              • Gimnoarte

                • Praça João XXIII nº 467, 4490-440 Póvoa de Varzim

          • Vila do Conde

              • Auditório Municipal

                • Praça da República 45, 4480-741 Vila do Conde

              • Biblioteca Municipal José Régio

                • R. Dr. António José Sousa Pereira, 4480-807 Vila do Conde

              • Centro de Memória

                • Largo de São Sebastião 9, 4480-706 Vila do Conde

              • Centro Municipal da Juventude

                • Av. Júlio Graça 580, 4480-656 Vila do Conde

              • Loja Curtas – Solar Galeria de Arte Cinemática

                • Rua do Lidador
                  4480-791 Vila do Conde

              • O Pátio — café

                • Praça Varandas do Ave 106, 4480-655 Vila do Conde

              • Posto de Turismo

                • Rua 25 de Abril, 103, 4480-722 Vila do Conde

              • Teatro Municipal

                • Av. Dr. João Canavarro, 4480-719 Vila do Conde

          • Vila Nova de Gaia

              • Biblioteca de Gaia

                • R. de Angola, 4430-090 Vila Nova de Gaia

      • Santarém

          • Cartaxo

              • Biblioteca Municipal Marcelino Mesquita

                • R. Dr. Marcelino Mesquita, 2070-102 Cartaxo

              • Centro Cultural do Cartaxo

                • Rua 5 de Outubro. 2070-059 Cartaxo

          • Santarém

              • Biblioteca Municipal

                • Rua Braancamp Freire 2000-094 Santarém

              • Círculo Cultural Scalabitano

                • Rua Maestro Luís Silveira 4    2000-121 Santarém

              • Teatro Sá da Bandeira

                • Rua João Afonso nº 7   2000-055 Santarém

          • Torres Novas

              • Biblioteca Municipal Gustavo Pinto Lopes

                • Jardim das Rosas, 2350-444 Torres Novas

              • Teatro Virgínia

                • Largo José Lopes dos Santos 2350-686 Torres Novas

      • Setúbal

          • Setúbal

              • Biblioteca Municipal

                • Av. Luísa Todi 188, 2900-249 Setúbal

      • Viana do Castelo

          • Viana do Castelo

              • Biblioteca Municipal

                • Alameda 5 Outubro, 4900-049 Viana do Castelo

              • Teatro Municipal Sá de Miranda

                • Rua de Sá de Miranda 4900-529 Viana Castelo

      • Vila Real

          • Vila Real

              • Biblioteca Municipal

                • Rua Madame Brouillard 5000-573 Vila Real

              • Teatro Municipal de Vila Real

                • Alameda de Grasse, 5000-703 Vila Real

      • Viseu

          • Viseu

              • Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva

                • Rua Aquilino Ribeiro nº 10 3500-077 Viseu

              • Teatro Viriato

                • LG Mouzinho de Albuquerque Apartado 2087 EC Viseu 3501-909 Viseu

  • Contactos

    • Coreia aceita colaborações para o próximo número, a sair em setembro, reservando-se o direito de selecção dos textos, que devem ser enviados por correio electrónico para: coreia@coreia.pt

       

      Circular Associação Cultural
      Praça Luís de Camões, 9 – 1º
      4480-719 Vila do Conde
      www.circularfestival.com
      info@circularfestival.com
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      instagram

       

      Associação Parasita
      www.parasita.hotglue.me
      associacaoparasita@gmail.com
      facebook

       

      Direcção editorial
      João dos Santos Martins
      jdossmartins@gmail.com